Pular para o conteúdo principal

Dr. Vitor Fabris – Dermatologista em Criciúma – SC

Dr Vitor Fabris é dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia. É graduado em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e realizou residência em dermatologia na PUCRS. Tem experiência com dermatologia pediátrica e teve parte significativa de sua formação dedicada a essa subespecialidade

A dermatologia pediátrica é a área da Dermatologia dedicada ao diagnóstico e tratamento das doenças da pele, cabelos e unhas em bebês, crianças e adolescentes. Alterações como dermatite atópica, molusco contagioso, verrugas virais, hemangiomas, vitiligo, micoses e infecções de pele estão entre os motivos mais frequentes de consulta com um dermatologista pediátrico.

A pele infantil possui características diferentes da pele do adulto e, por isso, algumas doenças são exclusivas da infância, enquanto outras exigem formas específicas de diagnóstico e tratamento. O acompanhamento em dermatologia pediátrica permite identificar precocemente essas alterações, definir o diagnóstico com maior precisão e indicar o tratamento mais seguro e adequado para cada faixa etária.

O dermatologista pediátrico é o médico especialista capacitado para diagnosticar, tratar e acompanhar as doenças da pele, cabelos e unhas em crianças. Nessa faixa etária, a consulta possui características próprias: além da conversa com os pais e responsáveis, o exame físico costuma ter um papel fundamental, já que muitas crianças pequenas ainda não conseguem descrever seus sintomas com precisão.

O tratamento também é planejado de forma individualizada, considerando a idade da criança, a segurança dos medicamentos e o impacto emocional da consulta. Sempre que possível, priorizam-se abordagens pouco invasivas e com o mínimo de desconforto, tornando a experiência mais tranquila e reduzindo o risco de medo ou ansiedade em relação ao atendimento médico.

A seguir, você encontrará informações sobre as principais doenças da dermatologia pediátrica, seus sintomas, formas de tratamento e quando procurar um dermatologista pediátrico.

Dermatite Atópica

A dermatite atópica é uma das doenças mais comuns da dermatologia pediátrica e uma das principais causas de coceira e ressecamento da pele em bebês e crianças. É uma doença inflamatória crônica, não contagiosa, causada por uma combinação de predisposição genética e alterações na barreira de proteção da pele. Além da pele seca e da coceira intensa, podem surgir placas avermelhadas, principalmente nas bochechas, dobras dos braços e atrás dos joelhos. É frequente que crianças com dermatite atópica também tenham histórico pessoal ou familiar de asma, rinite alérgica ou outras doenças alérgicas.

O tratamento vai muito além do uso de pomadas durante as crises. A hidratação diária da pele, banhos adequados, identificação dos fatores que desencadeiam as pioras e o uso correto de medicamentos quando necessário são fundamentais para controlar a doença e reduzir as crises. Quando acompanhada por um dermatologista com experiência em dermatologia pediátrica, a maioria das crianças consegue manter a doença bem controlada, com melhora importante da coceira, do sono e da qualidade de vida.

Imagem demonstrando uma criança com pele seca e coceira - sinais da dermatite atópica, uma das doenças mais comuns dentro da dermatologia pediátrica
A coceira e a pele seca são os principais sinais da Dermatite Atópica

Molusco Contagioso

O molusco contagioso é uma das infecções virais mais frequentes da dermatologia pediátrica, acometendo principalmente crianças entre 2 e 10 anos. A doença é causada por um poxvírus e se manifesta por pequenas pápulas arredondadas, brilhantes e com uma depressão central característica. A transmissão ocorre pelo contato direto com a pele ou por objetos compartilhados, sendo mais comum em escolas, creches e piscinas. Crianças com dermatite atópica apresentam maior risco de desenvolver um número maior de lesões e de disseminação da infecção.

Embora o molusco contagioso possa desaparecer espontaneamente ao longo de meses ou anos, nem sempre a melhor conduta é apenas observar. Lesões numerosas, persistentes, inflamadas, localizadas em áreas de atrito ou que causam desconforto físico ou emocional podem justificar tratamento. A decisão deve ser individualizada, considerando a idade da criança, a extensão da doença, o risco de transmissão e o impacto na qualidade de vida. O acompanhamento por um dermatologista com experiência em dermatologia pediátrica permite definir a melhor estratégia para cada caso.

Verrugas Virais

As verrugas virais estão entre as doenças mais frequentes da dermatologia pediátrica. São causadas pelo papilomavírus humano (HPV), que infecta a camada mais superficial da pele e provoca pequenas lesões de aspecto áspero, geralmente nas mãos, pés, joelhos e dedos. O contágio ocorre por contato direto com pessoas ou superfícies contaminadas, sendo mais comum em crianças em idade escolar.

Na dermatologia pediátrica, a decisão de tratar ou apenas acompanhar depende da idade da criança, da localização das verrugas, dos sintomas e do impacto na qualidade de vida. Quando o tratamento é indicado, existem diversas opções, como medicamentos tópicos, crioterapia e outras técnicas, sempre buscando o melhor equilíbrio entre eficácia e conforto para a criança.

Fotos de lesões de molusco contagioso e de verrugas virais, condições comuns na dermatologia pediátrica e infantil
À esquerda, lesão típica da verruga viral. À direita, várias lesões de molusco contagioso, que aparecem como pequenas pápulas (bolinhas) com o centro umbilicado

Hemangioma da Infância

O hemangioma da infância é o tumor vascular benigno mais comum da infância e uma das doenças mais frequentes da dermatologia pediátrica. Geralmente surge nas primeiras semanas de vida, cresce rapidamente nos primeiros meses e, na maioria dos casos, regride espontaneamente ao longo dos anos. Apesar disso, algumas lesões podem causar ulceração, sangramento, alterações funcionais ou sequelas permanentes, especialmente quando acometem regiões como olhos, nariz, lábios ou vias aéreas.

O diagnóstico costuma ser clínico. Atualmente, o propranolol é considerado o tratamento de primeira escolha para hemangiomas com risco de complicações. A decisão entre tratar ou apenas acompanhar deve ser individualizada, considerando a idade da criança, o tamanho, a localização e o comportamento da lesão.

Vitiligo

O vitiligo é uma doença crônica caracterizada pela perda da pigmentação da pele devido à destruição dos melanócitos. Na dermatologia pediátrica, essa condição merece atenção especial, pois cerca de metade dos casos começa antes dos 20 anos de idade, sendo comum o aparecimento ainda na infância. O vitiligo não é contagioso e resulta da interação entre predisposição genética, alterações do sistema imunológico e fatores ambientais.

Na criança, o diagnóstico costuma ser clínico, e identificar o tipo de vitiligo é importante para definir o prognóstico e o tratamento. Além do impacto estético, a doença pode interferir na autoestima e na qualidade de vida. O tratamento é individualizado e tem como objetivos interromper a progressão da doença, estimular a repigmentação da pele e oferecer suporte à criança e à família.

Foto contendo exemplos de vitiligo e hemangioma infantil, duas doenças típicas da infância atendidas na dermatologia pediátrica
À esquerda, um exemplo das manchas claras do vitiligo. À direita, um hemangioma da infância.

Infecções Bacterianas

As infecções bacterianas da pele estão entre os motivos mais frequentes de consulta com um dermatologista pediátrico. O impetigo é a forma mais comum e costuma acometer principalmente crianças pequenas, manifestando-se por feridas superficiais com crostas amareladas, geralmente ao redor da boca e do nariz. Outras infecções, como foliculite, furúnculos, abscessos e celulite, também podem ocorrer e variam desde quadros leves até infecções que exigem tratamento imediato. Na maioria dos casos, essas doenças são causadas por bactérias como Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes, que podem penetrar na pele por pequenos ferimentos, picadas de insetos ou áreas previamente lesionadas, como ocorre na dermatite atópica.

O diagnóstico é, na maior parte das vezes, realizado durante a consulta com o dermatologista pediátrico, por meio da história clínica e do exame físico, sem necessidade de exames complementares. O tratamento depende do tipo de infecção, da extensão das lesões e da idade da criança, podendo incluir desde antibióticos tópicos até medicamentos por via oral nos casos mais extensos ou profundos. Além do tratamento adequado, orientar a família sobre higiene, cuidados com a pele e medidas para reduzir a transmissão faz parte do acompanhamento, diminuindo o risco de complicações e de novos episódios.

Infecções Fúngicas

As infecções fúngicas estão entre as doenças mais frequentes atendidas por um dermatologista pediátrico, especialmente em crianças em idade escolar. As micoses superficiais podem acometer a pele, o couro cabeludo e as unhas, sendo causadas principalmente por fungos chamados dermatófitos. As manifestações variam conforme o local afetado e incluem manchas avermelhadas com descamação, coceira, áreas de queda de cabelo e alterações nas unhas. A transmissão pode ocorrer pelo contato direto com outras pessoas, animais infectados ou objetos compartilhados, tornando o diagnóstico precoce importante para reduzir a disseminação da doença e evitar complicações.

Na maioria dos casos, o diagnóstico é realizado durante a consulta com o dermatologista pediátrico, por meio da história clínica e do exame físico, sendo que exames complementares são reservados para situações específicas. O tratamento depende do tipo de micose, da região acometida e da extensão das lesões. Enquanto algumas infecções respondem bem a medicamentos tópicos, outras, como as micoses do couro cabeludo, geralmente necessitam de tratamento por via oral para alcançar a cura. Além dos medicamentos, orientar a família sobre higiene, cuidados com a pele e prevenção da transmissão faz parte do tratamento e contribui para reduzir o risco de recorrência.

Fotos de impetigo e tinea, duas infecções frequentes em crianças na dermatologia pediátrica
À esquerda, lesão típica de infecção fúngica, com centro mais claro e bordas rosadas. À direita, lesão típica do impetigo, infecção de pele, que é caracterizada por uma crosta amarelada.

Quando procurar um Dermatologista Pediátrico?

Alterações na pele da criança nem sempre representam doenças graves, mas manchas persistentes, coceira intensa, lesões que aumentam rapidamente, infecções recorrentes, verrugas, molusco contagioso, hemangiomas ou qualquer alteração que interfira no bem-estar merecem avaliação especializada. O acompanhamento em dermatologia pediátrica permite diagnosticar precocemente essas condições, indicar tratamentos seguros para cada idade e orientar a família sobre os cuidados mais adequados com a pele. Se você notar qualquer mudança na pele, nos cabelos ou nas unhas do seu filho, procure um dermatologista pediátrico para uma avaliação individualizada.


Perguntas Frequentes

O que é dermatologia pediátrica?

A dermatologia pediátrica é a área da Dermatologia dedicada ao diagnóstico e tratamento das doenças da pele, cabelos e unhas em bebês, crianças e adolescentes. Como a pele infantil possui características próprias, o atendimento é adaptado para cada idade, utilizando tratamentos seguros e individualizados.

Quando devo levar meu filho ao dermatologista?

É recomendado procurar um dermatologista pediátrico quando a criança apresenta manchas na pele, coceira persistente, lesões que não cicatrizam, verrugas, molusco contagioso, acne, micoses, hemangiomas ou qualquer alteração que cause desconforto, dor ou preocupação.

Quais são as doenças mais comuns da dermatologia pediátrica?

As doenças mais frequentes na dermatologia pediátrica incluem dermatite atópica, molusco contagioso, verrugas virais, hemangioma infantil, impetigo, micoses, acne, vitiligo e outras infecções da pele.

A consulta com um dermatologista pediátrico é diferente da consulta em adultos?

Sim. Na dermatologia pediátrica, o exame físico costuma ter um papel ainda mais importante, já que muitas crianças pequenas não conseguem descrever seus sintomas. Além disso, os tratamentos são escolhidos considerando a idade, a segurança e o conforto da criança.

Quais doenças de pele causam coceira em crianças?

As causas mais comuns são dermatite atópica, micoses, escabiose, picadas de insetos e algumas infecções virais. O diagnóstico depende da avaliação clínica.

Como saber se uma mancha na pele do meu filho é preocupante?

Manchas que aumentam rapidamente, mudam de cor, apresentam dor, sangramento ou persistem por várias semanas devem ser avaliadas por um dermatologista.

Vale a pena consultar um dermatologista pediátrico?

Sim. A dermatologia pediátrica considera as características específicas da pele infantil e permite um diagnóstico mais preciso, tratamentos seguros e orientações individualizadas para cada fase do desenvolvimento.


Leia mais:

Dermatologia Pediátrica

O que é a Dermatologia Pediátrica?

Blog do site: Dermatologista

Blog do site: Acne

Blog do site: Dermatite Atópica

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *